sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

Disponível nova Check list para verificação de extintor

Olá a todos,

Como por vezes é necessário verificarmos regularmente os extintores,ou até mesmo se delegarmos esse trabalho a alguém, nada melhor que uma check list para se apontar tudo o que se viu. Desta forma conseguimos transmitir a informação do que falta ou que não está bem de forma mais organizada.


Até à próxima!

terça-feira, 4 de Novembro de 2014

Riscos Químicos - fibrocimento é realmente uma ameaça?

                                 Olá a todos,

Para quem ande nestas coisas da segurança no trabalho, o amianto faz parte de riscos químicos a ter em consideração pois demonstrou ser, através de vários estudos, uma substância que efectivamente pode causar graves danos pulmonares. Como tal, existe legislação relacionada com este risco.

Há algum tempo atrás saiu legislação sobre a sua remoção em estabelecimentos públicos (podem ver o artigo Resumo Lei nº2/2011 caso vos interesse).

Mas... Será que o amianto existente no fibrocimento é realmente uma ameaça?

O fibrocimento foi largamente utilizado em coberturas de edifícios e as fibras de amianto constituem cerca de 10 a 20% do mesmo. 

Através de uma amostragem de análises efectuadas pelo Instituto Superior Ricardo Jorge desde os anos 90 verificou-se um aumento no interesse em saber a qualidade do ar nos edifícios com coberturas de fibrocimento nos últimos anos.

Os resultados demonstram que existe uma pequena percentagem de locais (cerca de 2%)que efectivamente estão acima do legalmente recomendado no que diz respeito à concentração de fibras no ar (e isto inclui todas as fibras, não apenas o amianto). Porém, a grande maioria encontra-se dentro do que seria esperado.

Portanto, chegamos à conclusão, segundo esta amostragem, que desde que o fibrocimento esteja em bom estado de conservação, é um material que concerne baixo risco relativamente às fibras de amianto. 

Obviamente, que a sua deterioração já dará outros valores, pelo que nesse caso o risco será importante, eliminando-o fazendo algum tipo de controlo.

Até à próxima!

Fonte:
Avaliação da contaminação do ar por fibras respiráveis em edifícios com materiais em fibrocimento. Instituto Ricardo Jorge. Julho 2014

sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Fichas de Segurança disponibilizadas pela ACT

Olá a todos,

Para quem procure informação relativa a normas e procedimentos de segurança de alguns equipamentos de trabalho, a ACT publicou algumas fichas de segurança que poderão ser úteis.

Estão publicados no site fichas de segurança relativas a alguns equipamentos como andaimes, Caixa, reboque e semi-reboque basculante, empilhador de garfos, empilhador de movimentação de carga de alcance variável, tractores e máquinas agrícolas e florestais. 

Espero que vos seja útil e caso estejam interessados vejam Fichas de Segurança no site da ACT.



Até à próxima!

terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Ferramenta OIRA - Avaliação de Riscos

Olá a todos,

Não poderia deixar de passar esta informação relativa a ferramentas online para avaliação de riscos.

Estou a falar da ferramenta OIRA, criada pela EU-OSHA em 2009.

Estive a explorar um pouco a ferramenta e parece-me ser muito interessante para ser utilizada em pequenas organizações. Também tive a oportunidade de ver algumas brochuras relativas a riscos específicos, já publicadas no site.

Portanto, convido-vos a darem uma olhada à ferramenta OIRA.

Até à próxima!


sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Consulta Trabalhadores - Normas e legislação associada


A Lei 3/2014 alterou a obrigatoriedade de consultar os trabalhadores por escrito de forma a obter o seu parecer relativamente a questões relacionadas com SST de duas vezes/ano para uma vez/ano (ou em tempo útil).

Mas este não é o único diploma que fala em consulta aos trabalhadores, existindo uma grande diversidade de diplomas e normas a este nível, que se deve tomar atenção, nomeadamente legislação associada a:

- Máquinas e equipamentos de trabalho;
- Equipamentos dotados de visor;
- Ruído;
- Vibrações;
- Agentes químicos/ chumbo e cancerígenos;
- Amianto;
- Operações com movimentação manual de cargas;
- Equipamentos de protecção individual;
- Sinalização de SST;
- Radiações ionizantes;
- Radiações ópticas;
- Agentes biológicos;
- Trabalho por turnos.

Além disso, existem ainda normas como a OSHAS 18001:2007 que também referem como requisito a existência desta consulta, portanto, como vêem é um ponto muito importante da SST.

Caso queiram saber como fazer na prática uma consulta deste género fiz um post há algum tempo, já desactualizado a nível regulamentar (pois está baseado na Lei 102/2009), mas que pode auxiliar quem nunca tenha feito algo deste género. Ver Consulta aos trabalhadores – como fazer? 

Até à próxima!

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

O que deve conter uma caixa de primeiros socorros

Olá a todos,

Hoje vim falar da caixa de primeiros socorros, pois há sempre muitas dúvidas acerca do seu conteúdo.

Em Portugal existe uma circular da Direcção Geral de Saúde que efectua algumas recomendações acerca do seu conteúdo, salvaguardando sempre que este deverá ser adaptado às especificidades de cada empresa.

Cada empresa terá a sua avaliação de riscos, onde poderá adicionar outro tipo de material que considere necessário.

Aqui vos deixo a listagem de material:

  • Compressas de diferentes dimensões; 
  • Pensos rápidos; 
  • Rolo adesivo;
  • Ligadura não elástica; 
  • Solução anti-séptica (unidose); 
  • Álcool etílico 70% (unidose); 
  •  Soro fisiológico; (unidose); 
  • Tesoura de pontas rombas; 
  • Pinça; 
  • Luvas descartáveis em latex. 


Sendo também desejável a existência de uma manta térmica e de saco térmico para gelo.

Poderão ver todo o texto na Nota Técnica da DGS.

Até à próxima!

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Stress- novo relatório da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho já disponível

Nesta semana foram apresentados os resultados de um relatório feito pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho em parceria com a Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho. Podem ver a press release, caso este tema vos interesse.

Até à próxima!

terça-feira, 28 de Janeiro de 2014

Publicadas alterações à Lei Quadro de Segurança e Saúde no Trabalho



Já foi publicada a Lei 3/2014, que efectua alterações à Lei nº102/2009.

Podem consultar a Lei 3/2014 e verificar que por exemplo a consulta aos trabalhadores passa a ser obrigatória uma vez por ano. Brevemente farei um resumo das principais alterações.

Até à próxima!

quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014

Campanha locais seguros e saudáveis 2014-2015 este ano é sobre stress

Já se encontra divulgada a campanha Locais Seguros e Saudáveis da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho para 2014-2015, arrancando com efeito em 10 de Abril deste ano.

A temática abrangida, desta vez, é o stress no trabalho e riscos psicossociais, não surpreendendo, visto ser uma temática que nos últimos anos tem vindo a ganhar destaque por esta agência.

Poderão consultar o guia da campanha, caso estejam interessados em participar ou divulgar.

Até à próxima!

sexta-feira, 17 de Janeiro de 2014

Que tipo de serviço serve melhor a segurança e saúde no trabalho

A legislação portuguesa consagra 3 tipos de serviços de segurança e saúde (SST) no trabalho possíveis para as organizações:
- Serviços externos;
- Serviços comuns;
- Serviços internos

Pensando um pouco, seria lógico que a presença de serviços internos vs serviços externos por exemplo seria melhor no que diz respeito à melhoria da segurança e saúde no trabalho das organizações. No entanto, esta lógica é intuitiva e não baseada em factos que a sustentem.

A legislação tem-se tornado cada vez mais restrita no que diz respeito às opções de serviços de segurança e saúde no trabalho permitidas para organizações com actividades consideradas de risco elevado que estejam expostos pelo menos 30 trabalhadores (ver art. 79º da Lei nº 102/2009).

Um estudo da AECOPS procurou aprofundar esta temática, de forma a verificar se efectivamente a presença de serviços internos leva a uma melhoria efectiva dos indicadores de sinistralidade laboral, visto que não se sabe quais os factores que sustentaram a decisão do legislador nesta matéria.

As evidências que o estudo demonstra de facto é: apesar dos valores dos índices de sinistralidade em Portugal terem vindo a melhorar, não teve melhor desempenho do que noutros países com legislação supostamente menos restritiva, como Espanha e França.

Uma das soluções apresentadas neste estudo seria a adopção de um modelo mais flexível “ visando aproximar o quadro normativo nacional ao que é praticado ao nível europeu, promovendo-se para tal um amplo debate entre a administração do trabalho e os representantes dos parceiros sociais dos diferentes sectores de actividade, em sede de comissão especializada  (…) , à previsão da total flexibilidade na escolha do modelo de organização dos serviços (internos ou externos) que mais se adeque à actividade desenvolvida pela empresa, salvaguardando-se a possibilidade da administração do trabalho poder, em função da frequência ou gravidade da sinistralidade registada na empresa, determinar a adopção de medidas diversas das adoptadas pela empresa, implementando um regime menos restritivo, ajustando-o à prática dos restantes Países da União Europeia.”

Bom, tendo já efectuado trabalho em ambas as linhas (serviços internos e externos), vejo pela experiência que de facto a flexibilidade na escolha poderia ser interessante, no entanto, tudo dependeria da forma como a empresa de serviços externos encarasse os mesmos. 

Actualmente, mesmo com legislação restrita, vê-se muita coisa no mercado: boas prestadoras de serviços e também medíocres. Mas o mesmo se aplica aos serviços internos, pois os técnicos muitas vezes “ficam sozinhos” na batalha pela prevenção, não conseguindo desenvolver efectivamente o seu trabalho.

E o leitor? O que a sua experiência lhe demonstra?
Até à próxima!

 Fontes:

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